Faltavam três meses para o lançamento do Plano Real quando Rubens Ricupero assumiu o Ministério da Fazenda no governo de Itamar Franco. Era 30 de março de 1994 e o então chefe da pasta, Fernando Henrique Cardoso, deixava o cargo para se lançar à Presidência. Foram 90 dias de pressões internas e externas, desconfiança e o fantasma de planos fracassados. Daquela vez, porém, o resultado seria diferente. Em entrevista a CartaCapital, Ricupero relembra as pressões internas e externas sobre o plano e os desafios para superar uma herança maldita da ditadura militar. “Foi uma mudança maravilhosa, e é preciso sempre realçar: democraticamente. O Plano Real é o único desses planos que não tem nenhum processo na Justiça”, enfatiza o diplomata.
